quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Entrelinhas



O que teus olhos guardam?
Quais sonhos teu coração nutre?
E as dores que esse sorriso tenta dissipar?
Por falar em sorriso, que lindo Sorriso! Estou aqui com um riso bobo só em lembrar-me.
Perguntas. Sim, muitas! 
Nas entrelinhas de tantas perguntas uma vontade de fazer parte de cada momento, cuidar, acolher, estar ao lado, segurar sua mão e dizer: "Estou contigo para o que precisar".

É estranha a sensação de querer traduzir o coração em palavras!
Acredito que este texto não alcançará tal objetivo e ainda que não se dê pelas palavras, o ato de escrever, coisa que você admira e estimula em mim, ocorre também tentativa de manifestar o que sentimentos que tens despertado em mim.

Você me bagunça! Essa frase é significativa para nós (rsrs), mas é verdade, me bagunça mesmo! Logo eu, metódico, cheio de manias, na ilusão de que tenho o controle de algo, me reconheço melhor fora da minha ordem.
Obrigado por estar aqui, por topar o desafio, pelo passo no desconhecido, pela paciência e por tudo que ainda agradecerei incansavelmente.

Nas entrelinhas de tanta coisa que guarda meu coração, não carrego mais a obrigação de acertar. Dou um passo atrás no meu perfeccionismo e de agora em diante meu objetivo é simples: te fazer sorrir... um sorriso após o outro. 

A propósito, espero já ter conseguido o primeiro sorriso! ;)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Coração...


Embalado por esta canção simples, contagiante e despretensiosamente profunda, à  priori, estou a devanear mais uma vez.
Antes começar, gostaria de registrar o quanto fico impressionado como este blog se tornou um lugar que detém memórias de momentos diversos e receptáculo de minhas abstrações, muitas das quais só consigo atribuir sentido algum tempo depois.

A metáfora do coração como centro de nossos sentimentos por vezes nos conduz à exigência de que ele funcione num sincronismo perfeito, de forma compassada, como se assim fosse teríamos mais êxito em nossas escolhas, nossos sentimentos seriam menos confusos e consequentemente nos veríamos em menos situações desgastantes, tristes ou coisa do tipo. Podemos passar toda a vida buscando e/ou esperando que essa mágica aconteça, não assumindo os riscos de deixar nosso coração pulsar verdadeiramente.

Se viver é arriscar, nada mais comum que esse sentimento pulsante, que expulsa todo comodismo e mornidão de nossas vidas. Demoramos a entender que o coração é a analogia da vida, pois é nesse movimento sistólico-diastólico que ela acontece: entre a intempérie e a bonança, os altos e baixos, alegrias e tristezas, escolhas e desistências, vamos construindo nossa história, “bombeando” sentido aos nossos atos, atitudes às nossas dúvidas e coragem aos nossos sentidos, renovando, por fim, esperança em nós mesmos.

“Coração não é tão simples quanto pensa.

Nele cabe o que não cabe na despensa, cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira...”